Finalmente pude ver a nova seleção alemã, com o velho Manuel
Neuer no gol, único remanescente da tragédia do Mineirão em 2014. (Interessante,
aliás, como antigamente nos referíamos à “tragédia do Sarriá” em 82, ou a “tragédia
do Maracanazzo”, em 50. Mal sabíamos...). E o que vimos foi uma Alemanha que
teve que suar a tanga pra ganhar da boa seleção da Costa do Marfim, com um gol
achado no último minuto de jogo.
Os africanos foram superiores em boa parte da partida e
poderiam ter liquidado a fatura na primeira metade do segundo tempo, quando tiveram
domínio e chances claras de gol. Entretanto, como ouvi esses dias numa frase brilhante
e original, quem não faz, toma. E foi o
tal Ungav, que parece ter estrela, o
responsável por entrar e resolver de vez a fatura que os germanos tinham
pendente com os deuses do futebol: com dois gols de matador, recolocou o time
tetracampeão do mundo de volta num mata-mata de Copa depois de 12 anos. E no
mata-mata, sabemos, a camisa branca costuma trazer problemas aos oponentes...
Fernando Szegeri
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