Talvez porque fosse Santo Antônio. Talvez porque eu estivesse
no Brasil. Não no brazil de místeres oriundos de países em que o futebol acabou,
nem de confederações pilotadas por ministros
juniores. No Brasil da nossa gente preta, índia, cabocla, cafuza, branca a se debruçar
por andores e pendores. (Isso não é verso, mas rimou) O fato é que assisti o
jogo com mais emoção do que seria capaz de inspirar o timinho que usa a camisa
parecida com a outrora envergada pelo Escrete; com a emoção que vem do Brasil
por onde ando há cindo décadas. E por estar
comovido – e feliz – nem liguei pro futebolzinho já esperado dos amarelos.
Talvez por assistir o jogo com olhos de menino, ainda
deslumbrado por essa grande brincadeira chamada futebol; talvez pelo meu gosto
por ele estar muito mais misturado aos cheiros das arquibancadas de cimento, dos
banheiros urinados e dos lanches duvidosos, e muito menos ao das redações e
estúdios por onde andaram os hoje ranzinzas de uma crônica esportiva moribunda.
Mas o segundo fato é que eu gostei do jogo e me alegrei com o futebol marroquino,
solto, instigante, apesar de não chegar efetivamente a brilhar, nem a deslumbrar.
Foi uma pena terem murchado e recuado após o gol valoroso de Vinícius Júnior que,
se não foi brilhante, como de hábito, foi digno.
Dignidade que, aliás, anda bem em falta na praça.
Fernando Szegeri
2 comentários:
mas o futebol é isso ai que você falou. É desse que a gente gosta.
Sim. Ainda que jogado pelos outros.
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