segunda-feira, 15 de junho de 2026

Outros brasis

 

Talvez porque fosse Santo Antônio. Talvez porque eu estivesse no Brasil. Não no brazil de místeres oriundos de países em que o futebol acabou,  nem de confederações pilotadas por ministros juniores. No Brasil da nossa gente preta, índia, cabocla, cafuza, branca a se debruçar por andores e pendores. (Isso não é verso, mas rimou) O fato é que assisti o jogo com mais emoção do que seria capaz de inspirar o timinho que usa a camisa parecida com a outrora envergada pelo Escrete; com a emoção que vem do Brasil por onde ando há cindo décadas.  E por estar comovido – e feliz – nem liguei pro futebolzinho já esperado dos amarelos.

Talvez por assistir o jogo com olhos de menino, ainda deslumbrado por essa grande brincadeira chamada futebol; talvez pelo meu gosto por ele estar muito mais misturado aos cheiros das arquibancadas de cimento, dos banheiros urinados e dos lanches duvidosos, e muito menos ao das redações e estúdios por onde andaram os hoje ranzinzas de uma crônica esportiva moribunda. Mas o segundo fato é que eu gostei do jogo e me alegrei com o futebol marroquino, solto, instigante, apesar de não chegar efetivamente a brilhar, nem a deslumbrar. Foi uma pena terem murchado e recuado após o gol valoroso de Vinícius Júnior que, se não foi brilhante, como de hábito, foi digno.

Dignidade que, aliás, anda bem em falta na praça.

Fernando Szegeri

2 comentários:

Railídia disse...

mas o futebol é isso ai que você falou. É desse que a gente gosta.

Szegeri disse...

Sim. Ainda que jogado pelos outros.